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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia 30 - Berlim, Alemanha / Madrid, Espanha - 29/05/2007

Estranho escrever esse post após 3 anos, mas um amigo meu me cobra falando do blog sem fim. Como não costumo deixar as coisas pela metade, cá estou.

Apesar do tempo que passou, me lembro de cada detalhe daquele dia. Após fazer o check out do hostel, peguei minha mochila e fui até à loja para fazer compras, já que não tinha conseguido no dia anterior, devido o feriado que até hoje não sei ao certo qual era.

Tive que fazer as compras em tempo recorde. Em poucos minutos já estava fora da loja e indo em direção ao aeorporto. O bom é que os horários funcionam na Alemanha. Eu já tinha visto no ponto a que horas o ônibus ia passar e quanto tempo gastaria até o aeroporto. Então, apesar de estar com o tempo contato, estava sob controle. Bem diferente de São Paulo que nunca se sabe ao certo quanto tempo se gastará para qualquer locomoção, seja de carro ou transporte público.

No aeroporto já comecei a me sentir na Espanha e seu caliente jeito. Estava eu na fila do check in, tranquilo, esperando minha vez, quando cerca de 30 esponhóis resolvem cortar a fila! Eu, naturalmente, não deixei. O carinha na minha frente alegou que estava guardando para os demais e que, como eles estavam em grupo, tinham prioridade!!! Foi minha estreia em discussão em espanhol. Acho que nunca fui tão fluente no idioma de meus antepassados. Resumo da história: ninguém passou na minha frente, embora alguns tenham até forçado.

Já em Madrid, deixei minha mochila no locker do armário e fui até o centro da cidade. Na verdade, como desci na estação errada do metrô, me perdi tentando achar o centro da cidade.

Andei, andei, andei, até que numa pequena loja, uma senhora simpática me ajudou e até deu um mapa do metrô da cidade. Salvou meu dia, já que eu tinha apenas algumas horas disponíveis, pois na verdade eu estava apenas aproveitando a escala do voo em Madrid para conhecer um pouco da cidade.

Até que enfim encontrei a Plaza Mayor. Fui a um ponto de apoio ao turista, peguei um mapa e um monte de dicas da cidade. "Como você é brasileiro, sugiro conhecer o estádio do Real Madrid, todo brasileiro gosta." Eu não.

Com o pouco tempo que tinha, visitei o Palácio Real, La Puerta del Sol e a Plaza de Toros. Esse último, em especial, eu queria muito conhecer. Não entendo qual a graça em ver touros sendo mortos por um cara com roupa estranha e uma capa vermelha. Vermelha de vergonha.

Voltei ao aeroporto para me despedir da Europa e de 30 dias sensacionais.

domingo, 8 de julho de 2007

Dia 29 - Berlim, Alemanha - 28/05/2007

Hoje foi feriado na Alemanha, o Pfingstmontag (Celebração do Espírito Santo), então as grandes lojas estava fechadas. Descobri isso quando cheguei na Kaufhof, uma grande loja de departamentos, e a encontrei fechada. Perguntei ao segurança a razão de estar fechada e então ele me disse que era Pfingstmontag, feriado. Na hora não entendi que feriado era esse, mas pelo menos ficou claro que minhas compras teriam que ser adiadas.

Hoje basicamente vaguei pela cidade, uma vez que eu já visitei praticamente todos os lugares que eu queria conhecer. Fui ao Reichstag, que é o prédio do parlamento alemão, mas não cheguei a entrar nele, pois havia uma longa fila.

Visitei o Museu Judaico, o que foi uma agradável surpresa. É um museu com uma arquitetura ousada, projetado pelo mesmo arquiteto que projetou o prédio que será construído no lugar do World Trade Center em Nova Iorque. Além disso, a exposição é bastante interativa, bem diferente do que eu esperava.

No museu, uma experiência interessante é a Torre do Holocausto. Um local espantoso - uma sala fechada toda de concreto, com paredes enormes e um teto elevado a mais de 20 metros. Lá em cima apenas um feixe de luz, única abertura do ambiente. Você e outros visitantes ficam trancados nessa torre. A única saída é uma escada que começa a uma altura que não é possível alcançar. Qualquer som é amplificado e ecoa no ambiente. A sensação é horrível, pouco perto do que os judeus sofreram.

Uma obra no museu que também chama a atenção representa a dor. São centenas de rostos, um diferente do outro, mas com a mesma sensação de terror. Uma experiência inesquecível.

Dia de arrumar a mala, amanhã viajo novamente para a Espanha, para então voltar ao Brasil.

Dia 28 - Postdam e Berlim, Alemanha - 27/05/2007

Nem comentei no dia de ontem, mas enquanto eu estava no Tiergarten, o pessoal do canal Travel & Adventure estava gravando o programa Mochileiros. A propósito, assisti muito a esse programa quando eu estava programando minha viagem e no fim acabei assistindo-o in loco em Berlim.

Logo no período de manhã, peguei o trem até a cidade de Postdam, patrimônio da Unesco. Nessa cidade em 1945 ocorreu a "Conferência de Postdam", na qual o mundo foi partilhado entre comunistas e capitalistas, dando origem aos blocos da Guerra Fria.

Em Postdam temos vários palácios, como o Sanssouci, que embora muito bonitos, não têm o mesmo glamour do palácio de Versailles, na França.

Na parte da tarde, já de volta a Berlim, fui ver a exposição "Topografia do Terror", que fica nos escombros de onde um dia foi a a Gestapo (Geheim Staatspolizei, polícia secreta do Estado) e a direção das SS (Schutzstaffel, guarda de segurança do partido nazista e do "Führer"), chefiadas por Heinrich Himmler, situado a 400 metros do bunker de Hitler. A exposição é a céu aberto, pois no local só há escombros, mas está prevista a construção de um museu até 2009.

No fim do dia resolvi conhecer um lado de Berlim que sempre tive curiosidade, o lado pobre. É interessante ver o que ainda resta da DDR (Deutsche Demokratische Republik - República Democrática Alemã).

Como ninguém é de ferro, a noite fui ao "carnaval" que está acontecendo na cidade, com barraquinhas e shows de vários países, onde tomei a nossa caipirinha, que tinha mais gelo do que qualquer outra coisa, mas por apenas 3 Euros, valeu a pena.

domingo, 17 de junho de 2007

Dia 27 - Berlim, Alemanha - 26/05/2007

Hoje fiz um walking tour pela cidade com um guia chileno. Ele é estudante na Alemanha há 4 anos e conhece a história da cidade com detalhes. Foi o melhor passeio com guia que fiz até hoje, pois aprendi muito sobre a história da segunda guerra mundial, o nazismo, a guerra fria e a queda da cortina de ferro nos locais onde os fatos ocorreram. Há detalhes na cidade que passam despercebidos se você não tem a orientação de um guia profissional.

É muito interessante o monumento aos judeus mortos na Europa. Essa obra é mais conhecida como monumento do holocausto e gera muitas críticas, pois a maioria das pessoas pensa que se trata de lápides representando os mortos, mas na verdade é um monumento vivencial. Andando entre as colunas de tamanhos diversos, você passa por uma sensação estranha de medo, com a sensação de que as pedras estão caindo, alem de um sentimento de estar num labirinto sem saída. Essa era a idéia do criador do monumento - que as pessoas sentissem um pouco do que os judeus sentiram. Outro ponto interessante é sua localização, bem no centro político da cidade. A Alemanha faz questão de colocar em lugar de destaque uma obra que lembra o pior de sua história, para que todos vejam, lembrem e reflitam.


Outro lugar que quero chamar a atenção é o bunker onde Hitler se suicidou, após matar seu fiel pastor alemão e sua recém esposa, amante de vários anos. No local há um estacionamento, sem muitas indicações do que aconteceu lá. O governo alemão não quer dar destaque ao local, para que não vire ponto de peregrinação para os neonazistas. Ali, naquele ponto, acabou a segunda guerra mundial.


Hoje foi a final do campeonato alemão, Nürnberg vs. Frankfurt, então fui a noite assistir ao jogou no telão montado no local do show de ontem. Tinha um grande número de policiais, porém não trabalharam muito, pois apesar dos torcedores dos dois times assistirem a final juntos, não houve nenhuma confusão. No final, quem levou a melhor foi Nürnberg. Todos comemoraram muito, até o alemão com chapéu de cerveja que me abraçou gritando Nürnberg, Nürnberg. Fiz o que qualquer faria, devolvi gritando Nürnberg, Nürnberg!! Meu time desde criancinha.

Dia 26 - Berlim, Alemanha - 25/05/2007

Conversei no hostel com um argentina do sul, da Patagônia. Nunca tive tanta dificuldade em entender alguém falando espanhol. O cara parecia uma matraca com um sotaque extremamente exagerado. Falei para ele que ele falava muito rápido e ele disse que isso está em seus genes, pois todos em sua família são assim. Foi um bom exercício de compreensão, isso se é possível compreender um argentino... Brincadeiras a parte, apesar da sacanagem que fazemos sobre a rixa entre brasileiros e argentinos, quando nossos povos se encontram é uma festa só.
Fui conhecer a KaDeWe, a loja mais conhecida de Berlim. Entrando na loja, de camiseta, bermuda e uma mochila nas costas, passando por Gucci, Empório Armani e outras marcas famosas, descobri o porque da fama da loja. Ah, faltou um detalhe da minha vestimenta, estava de sandálias havaianas - pelo menos tinha algo de "luxo" comigo.
Visitei também o Tiergarten, que é o parque da cidade. Como era um dia de mais de 30 graus de temperatura, nem preciso dizer como as pessoas estavam (des)vestidas tomando sol. Chamou-me a atenção uma garota toda tatuada com um piercing em local que não costuma tomar sol aqui no Brasil, mas que ela não se importava muito em expor lá no parque. Adoro a Alemanha.

A noite fui para um show lá no Portão de Brandeburgo. Além de cantores alemães que não conheço, tocou aquele carinha do Mambo number five e o grupo Alphaville, dos anos 80. Eu não tinha idéia de quem era o grupo, chegando até a perguntar para uma alemã, até que começaram a cantar "Forever Young", uma de minhas músicas favoritas. Show internacional, cult, na Alemanha, de graça. O que mais eu poderia querer?

Dia 25 - Berlim, Alemanha - 24/05/2007

Finalmente em Berlim!! Esse era o principal foco da minha viagem e consegui chegar aqui.

O mexicano que estava comigo tinha bolhas no pé, pior do que fiquei na primeira semana da minha viagem. Por essa razão, pegamos um ônibus de turismo para conhecer a cidade. Assim, em pouco tempo já pude ter minha primeira impressão da cidade - ADOREI.

Queríamos conhecer o muro de Berlim, então fomos até o Ostbanhof, onde há um segmento de 1,5 Km do muro, todo grafitado. É um lugar para se gastar um bom tempo, pois são diversas pinturas contando a história do muro, com críticas e ao mesmo tempo muito bom humor.

Pedaços do muro são souvenirs muito populares em Berlim. Em algumas lojas há até fotos mostrando a extração dessas pedras, provando assim sua autenticidade. Também se pode comprar cartões-postais com um pequeno pedaço do muro - coisa de turista, mas não resisti, comprei o meu.

Na falta de praia, os alemães providenciaram uma "praia" às margens do rio Spree. Tem areia, água sem ondas e cadeiras de praia. Na verdade na Alemanha usam-se cestos de praia, bem típico do país.


Fim do dia e hora de happy hour. Fugi das áreas turísticas e fui conhecer um lugar freqüentado apenas pelos nativos. No lugar, às margens do rio, tinha até um locutor ao vivo. O mexicano não conhecia caipirinha, então fizemos um intercâmbio de bebidas, caipirinha deuto-brasileira para o mexicano e cerveza mexicana para el brasileño.

domingo, 3 de junho de 2007

Dia 24 - Munique, Alemanha - 23/05/2007

Munique foi uma cidade que me agradou muito, tanto que resolvi voltar para a cidade.
Após uma passada rápida pelo centro da cidade, peguei o trem e fui até Dachau para conhecer o campo de concentração. Quando eu estava programando minha viagem para a Europa, já tinha como objetivo conhecer um lugar como esse e esse é o tipo de oportunidade que não se pode perder.
No caminho para Dachau, entraram 2 fiscais no trem para verificar os tickets. Fiquei preocupado, pois como meu passe foi roubado na Itália, eu só estava com uma cópia dele e, para piorar, eu estava sem o BO. Será que vou tomar multa? Foi tudo tranquilo, mostrei a cópia do passe e nao houve nenhum problema. Ufa!
No campo de concentração de Dachau comeceu visitando as celas onde ficam os presos políticos. O espaco é bem pequeno e com cara mesmo de prisao. Achei o lugar terrível, mas não tinha idéia do que ainda estava por vir. O local em si do campo é muito bonito, parece um parque, ficando difícil imaginar todas as atrocidades que ocorreram naquele lugar.

No outro conjunto ficavam os demais "condenados". Há os quartos com camas tipo beliche, exatamente como vemos no filme A Vida é Bela. Há ao lados as demais dependências: um cômodo com diversos vasos sanitários e outro com armários.

Encontramos uma igreja católica, uma protestante e uma pequena sinagoga construídas após o fim da guerra, além de um monumento para lembrar a dor dos que ali passaram seus últimos dias.

Passando a cerca, que aprisionava aqueles condenados em sua maioria por sua opção religiosa, chegamos ao crematório. Ali ainda se pode sentir o cheiro da morte. Há a sala onde os judeus entravam para o suposto banho, recebiam instrução para tirar a roupa, quando então eram conduzidos para a sala seguinte. Nessa sala, trancados, ao invés de duchas, encontravam tubulações de gás que os levavam à morte. O terror levava de 5 a 15 minutos. Na sequência os corpos eram levados para a sala seguinte, onde encontram-se os fornos do crematório.

Fiz esse caminho, só, em silêncio, mas era como se eu pudesse ouvir os gritos. Na câmara de gás rezei pelos que ali passaram. A carga negativa do lugar é muito forte. No total, nesse período, mais de 6 milhões de judeus foram mortos. É importante que esses lugares sirvam hoje para mostrar as novas geracoes os erros graves cometidos no passado, tentando evitar assim que atrocidades semelhantes voltem a ocorrer. Será que já nao estão ocorrendo de outras maneiras?
Voltei para Munique e fui passear pelo Jardim Inglês. Ao contrário da última vez, hoje o sol apareceu na cidade. Como consequencia, o parque estava repleto de pessoas aproveitando o dia, inclusive na área reservada aos naturistas, onde casais de namorados, amigos e famílias aproveitavam para garantir o bronze por completo.
Hoje vi um gari na rua. Coitado, estava andando a toa pela cidade, já que nao se via um único pedaco de papel jogado no chão.
Fui até a Torre Chinesa, que é onde fica o maior Biergarten do mundo. Pedi minha cerveja pequena - que em Munique é de 0,5 litro - e a bebi junto ao meu novo amigo mexicano ouvindo a uma banda tocando aquelas horríveis músicas típicas da Baviera, mas que naquele momento pareciam fantásticas.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Dia 12 - Colonia, Alemanha - 11/05/2007

Esse foi provavelmente um dos caminhos mais bonitos de trem ate agora. Diversas casinhas tipicamente alemas, alem de varios pequenos castelos no caminho.

A catedral gotica de Colonia eh realmente impressionante. Aproveitei um grupo de estudantes que estava visitando a catedral e peguei uma carona ateh o topo da torre da catedral.

Dica> facam um bom tempo de academia antes de se aventurarem numa viagem dessas.

Subi centenas de degraus ate o topo da catedral. Mal conseguia respirar devido o cansaco, mas a vista compensou o esforco. De la era possivel ver o rio Reno e toda a cidade.

Entrei tambem em outra igreja, onde estava tendo uma missa. Assisti a missa em alemao. Eramos 8 pessoas na igreja com 3 padres. Quase uma missa particular!

Estava ventando muito no dia e de vez em quando vinha um vento mais forte do que o normal. Era razao para as meninas da excursao comecarem a gritar e correr para todo lado. Parecia que estavamos no meio de um furacao pelo barulho que elas faziam.

Aqui cada centavo eh muito valorizado. Se voce compra algo que custa 4.99 Euros e paga com uma nota de 5, espere pois voce tera o troco de 1 centavo de Euro.

Eu fui a uma livraria e adivinhem o que encontro passeando no terceiro andar da livraria.... um cachorro. Se eu morrer e voltar para a terra como um animal, quero voltar como cachorro europeu, pois eles passeiam de metro, vao ao Mc Donald`s e ainda frequentam livrarias.

A questao de horario tambem eh bem seria na Europa. Houve um problema que resultou num atraso de 6 minutos na viagem de 3 horas para Luxemburgo. O cara que estava ao meu lado no trem fez questao de ligar para dizer que ao inves de 3 horas, ele levaria 3 horas e 6 minutos para chegar no seu compromisso.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

continuacao dia 8

Em Munique encontrei ate anuncio de aula de Capoeira. La em Barcelona eu ja tinha vista um anuncio de Jiu-Jitsu brasileiro. Desse jeito logo, logo deixaremos de ser o pais do futebol.

Interessante como as pessoas nao atravessam a rua se o semaforo de pedestres estiver fechado, isso mesmo se nao vem carro nenhum. Eu sei que desrespeitar o semaforo de pedestres aqui da multa, entao entrei no ritmo deles e fico la, quietinho, esperando o sinal verde. Tenho que admitir, no entanto, que fico louco para atravessar, afinal de contas nao quero perder tempo nessa viagem.

Como para cortar cabelo na Alemanha eh necessario cursar a faculdade (!!), achei que o valor do corte fosse bem alto. Na verdade, o corte de cabelo masculino sai por apenas 8 Euros e eh feito por um especialista diplomado em curso superior...

Voltando a falar em semaforos, se estiver vermelho para os carros, naturalmente eles nao podem seguir a diante, porem eles podem fazer a conversao para a direita. No comeco parece que eles estao furando o sinal, mas na verdade essa regra vale para diversos lugares. Eh a mesma regra em Miami, por exemplo.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Dia 8 - Munique - 07/05/2007

Incrivel - dormi 12 horas seguidas!! Acho que o cansac,o ja estava acumulado.

Aqui na Alemanha os metros nao tem catraca nem ninguem tomando conta. Voce compra o bilhete em uma maquina de auto atendimento, valida o bilhete numa maquina na entrada da estacao e entra.

Tenho uma confissao importante a fazer: Ich habe nur schwarzgefärt!

Os trens do metro sao bem mais modernos que os de Paris e Barcelona e tambem tem aquele esquema de voce abrir a porta do trem nas estacoes.

Hoje vi cachorros andando de metro, ja que por aqui eh liberado. Sera que eles pagam a passagem?

Direto tem alguma bicicleta tocando o sino para mim, pois direto eu fico andando nas ciclovias atrapalhando os ciclistas. Falta de costume.

O uso de bicicletas aqui eh tao comum que tem diversos estacionamentos de bicicleta. Passei em frente a Universidade de Munique e haviam varias bicicletas estacionadas por la.

Estou dividindo o quarto com uma Eslovena que mora em Praga. Nao precisam morrer de inveja, pois tambem tem dois carinhas de Hong Kong e um da Italia.

No parque onde acontece a Oktoberfest tem uma vending machine bem interessante. Alem de vender camisinha, ela vende teste de alcool, teste de drogas e ate teste de gravides. Ou seja, se nao comprar a camisinha eh bom ja comprar o teste de gravides por la.

Acabei de colocar meu alemao a prova. O moleque que esta sentado aqui do meu lado acabou de pedir minha ajuda para traduzir uma mensagem na internet que estava em ingles. Ele esta acessando o Second Life e deu uma mensagem de erro. Parece que ele entendeu o que eu disse e o que estava escrito na internet. Ufa!! Ainda aproveitei para conversar um pouco com ele, deve ter uns 9 anos e fala alemao bem melhor que eu. Incrivel, aqui ate as criancas falam alemao. Quando eu disse que sou do Brasil ele ja soltou um RONALLLLLLLLLLLLLDO.

Dia 7 - Munique - 06/05/2007

Hoje foi um dia bem tranquilo.

Para evitar novas surpresas, ja refiz meu roteiro e o hostel de Viena ja esta reservado.

Quando peguei o metro tive uma agradavel surpresa: musica classica em plena estacao enquanto se espera o metro. Alem disso, tem TVs de plasma com as noticias do dia.

Segui um walking tour gratuito de aproximadamente 3 horas e conheci praticamente todos os pontos turisticos de Munique, regiao da Bavaria. O pessoal daqui se considera mais como "bavarianos" do que como alemaes. Parece um pouco com o sentimento que o pessoal da Catalunia tem na Espanha.

Embora Munique seja a terceira maior cidade da Alemanha, e pequena se levarmos em consideracao o padrao no Brasil.

No hostel tem uma atendente inglesa que, por ser musica, ja fez intercambio no Brasil e fala portugues.

Algo interessante aqui e que os pedestres respeitam o farol de pedestres. Ou seja, mesmo que nao tenha nenhum carro a quilometros de distancia, ninguem atravessa ate que o farol fique verde para os pedestres. Eh estranho, mas para nao ficar chato, eu tambem fico esperando o sinal abrir.

Voces ja viram alguem surfando em um rio bem no meio de um parque a 600 Km do mar? Aguardem para ver as fotos do English Park.

domingo, 6 de maio de 2007

Dia 6 / 7 - Paris >> Munique

Finalmente comecei minha viagem de trem pela Europa.

Na minha cabine tinha um cara de Togo e dois da Polonia.

Um dos carinhas da Polonia cismou em conversar comigo. O problema eh que ele so falava polones. "Conversamos" bastante, ele me mostrou as fotos das cidades que ele visitou na Espanha e me ensinou algumas palavras em polones - ja esqueci todas, exceto "curva", que tem o mesmo significado em diversos paises como Hungria e Russia. O que significa? Esse blog de familia nao permite a traducao.

Quando cruzamos a fronteira da Alemanha, na cidade de Karlsruhe, a policia de imigracao foi checar nossa documentacao. O cara de Togo trabalha na Franca e estava sem o passaporte e portanto foi retirado do trem. Fora do trem, ele ficou gritando, reclamando tanto que acabou sendo algemado e preso. Maior barraco as 5h da manha em plena Alemanha.

Chegando aqui em Munique, sem mapa, me perdi um pouco, mas depois de 1,5 h andando e pedindo informacao para um monte de gente na rua, acabei achando o Hostel.